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Profissão Perigo

Perigos na profissão: Mais um Oficial de Justiça é vítima da violência. Desta vez, fatal.

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Servidor Público. Servir a quem? Ao Estado? À população? Aos juízes? Ao mundo do Capital? Aos desembargadores? Aos canalhas conluiados na politicalha brasileira? Ou servir à nossa consciência do dever cumprido? Da certeza de que somos co-responsáveis pela prestação jurisdicional? Sim. Contudo, os próprios Tribunais de Justiça, que não reconhecem os Oficiais, são todos co-responsáveis pela prestação jurisdicional à população.

Incumbido da parte operacional nos processos, são eles também operadores do Direito. Sem eles, juízes, advogados e promotores não dão conta das tarefas. Entretanto, dentre as megalomanias do tradicional triunvirato, eis que muitos se consideram semi-deuses, não se dão ao trabalho de refletir sobre o dia a dia da violência a que estão submetidos os Oficiais de Justiça.

Com salários insuficientes para sustentar a família, é comum este servidor acumular emprego. Ser taxista é um deles. Foi assim que a morte levou mais um colega na Bahia. Já não bastasse a jornada diária de trabalho, precisou trabalhar à noite. Chamado para uma corrida, foi brutalmente assassinado, com um tiro na nuca, às 20 horas do dia 8 de setembro. Expedito José de Santana, de 47 anos, vinha sendo ameaçado de morte, como ocorre com muitos colegas. Quem responde por esta vida que se foi? Quem responde pela dor dos familiares e amigos? Os representantes do Tribunal de Justiça do Estado demonstrarão alguma gratidão pelo tempo de serviço desse trabalhador público? Obviamente que não.

Desta forma, insistimos: Mais um Oficial de Justiça é morto no exercício da função.

 
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